Rolar, sentar, andar, correr, pular... Ao longo dos
primeiros anos de vida, a criança desenvolve diversas habilidades
motoras, adquiridas cada uma a seu tempo. Para ajudar seu filho nessa
jornada, deixe a ansiedade de lado e aprenda a estimulá-lo em cada fase –
mas sem exageros!
Por Malu Gonçalves
- atualizada em 05/02/2014 11h40
É nesse período que a criança vai aprender a sustentar a cabeça. Então,
ajude-a a fortalecer os músculos do pescoço. os braços e as pernas
ainda ficam muito flexionados, como no útero. A dica é estendê-los
suavemente para alongá-los.
Brinque: coloque-a de bruços sobre a cama ou outra
superfície segura e chame sua atenção comumobjeto sonoro, como o
chocalho, fazendo-a levantar o rosto. Fora do campo de visão do bebê,
bata palmas para que ele tente localizar de onde vem o som virando a
cabeça.
O tronco já está começando a se firmar. coloque a criança sentada em
seu colo e também na cama, com um apoio nas costas. Isso a ajudará a
desenvolver a musculatura da região. Deite o bebê de barriga para cima e
cruze suas pernas, incentivando-o a rolar sobre si mesmo.
Brinque: crie um tapete de texturas. Deixe seu filho
de bruços na cama e espalhe objetos com diferentes toques próximos a ele
para explorar o tato, que já está mais sensível nessa fase. Vale também
pendurar móbiles no berço.
A mãos estão mais fortes e a criança consegue segurar objetos grandes.
estimule-a a transferi-los de uma mão para a outra. Lembre-se de que ela
está na fase oral e tudo é levado até a boca. Por isso, escolha
brinquedos grandes, macios, não cortantes, laváveis e que não soltem
pedaços. Algumas crianças já começam a ficar de pé nessa fase. Desça o
estrado do berço para evitar acidentes.
Brinque: tire seu filho da cadeirinha e coloque-o no
chão, dando espaço para que possa se arrastar e engatinhar. Não se
esqueça de tampar tomadas e tirar do alcance o que possa ser puxado,
como a toalha de mesa. Faça o jogo do “um pouquinho mais longe”.
Distribua objetos a uma certa distância, começando mais próximo,
incentivando seu filho a engatinhar até eles. Cada vez que ele conseguir
alcançá-los, faça festa e afaste-os um pouco mais.
A criança começa a adquirir o movimento de pinça, pegando objetos com
os dedos polegar e indicador. Ofereça tampinhas ou bolas de papel para
aprimorar a preensão, sempre sob supervisão, pois são pequenas e podem
ser engolidas. Nessa fase, você já pode ajudá-la a ficar de pé
sustentando-a pelas mãos.
Brinque: bata palmas e dê tchau para que ele imite você. Se não conseguir, ensine-o segurando as mãos dele.
De 1 ano a 1 ano e 6 meses
Nessa fase, seu filho vai conseguir andar sozinho. ajude-o a trabalhar o
equilíbrio oferecendo brinquedos que possam ser puxados ou empurrados,
como um carrinho amarrado a um barbante. a criança já tem capacidade
para utilizar papel e giz de cera grosso atóxico. ensine-a como fazer
rabiscos na folha, estimulando a coordenação motora.
Brinque: disponibilize caixas de diferentes tamanhos e
peça que seu filho coloque umas dentro das outras. Isso ajuda a
desenvolver a compreensão.
De 1 ano e 6 meses a 2 anos
Já com um pouco mais de desenvoltura e habilidade, permita que ele
folheie revistas velhas, rasgue-as e amasse as páginas, é uma ótima
maneira de estimular a coordenação motora das mãos. Fale os nomes das
partes do corpo e peça que vá apontando, uma por uma, para despertar a
consciência corporal e treinar o controle do indicador estendido quando
os outros dedos estão abaixados.
Brinque: nessa fase, toda criança – menino ou menina –
adora brincar com bola. Estimule seu filho a chutar e fazer gol para
trabalhar a agilidade das pernas.
Seu filho já consegue correr, então leve-o para um parque e incentive-o
a brincar de pega-pega, dar pulos e ficar apoiado em um pé só, o que
desenvolve o equilíbrio. Também já é possível permitir que ele mesmo
lave o corpo durante o banho, o que desenvolve a coordenação, como
quando faz movimentos de sobe e desce com o sabonete. Para promover o
senso de direção e fortalecer a musculatura das pernas, outra boa opção é
o triciclo.
Brinque: monte um ateliê para brincarem com argila,
massa de modelar e tinta guache. Brincar de artista ajuda a controlar a
força na ponta dos dedos e o movimento do punho e das mãos.
Chegou a hora em que seu filho se move independentemente pela casa:
sobe e desce escadas alternando os pés, pula obstáculos e desvia de
móveis. Ajude-o a empilhar de 6 a 8 objetos, estimulando o controle
neuromotor.
Brinque: desafie-o a desenhar formas geométricas,
começando pelo círculo. Assim ele pratica a coordenação motora fina,
responsável pelos movimentos mais delicados e precisos do corpo.
Cada vez mais seu filho é capaz de realizar tarefas que exigem controle
preciso do corpo. A mão, por exemplo, tem firmeza para segurar o lápis e
habilidade para desenhar um homem com três partes – cabeça, tronco e
pernas. Habitue-o a organizar os próprios pertences e a ajudar nas
tarefas da casa. Além de desenvolver o senso de responsabilidade, essa
rotina exercita a coordenação motora, como ao dobrar peças de roupa ou
guardar objetos na gaveta.
Brinque: desafie seu filho a andar nas pontas dos pés e
a imitar os animais utilizando todo o corpo: rastejando, se for uma
cobra; saltando agachado, se for um sapo, etc.
A criança já demonstra boa habilidade motora, mas ainda não tem noção
de perigo. Nessa fase irá manusear a tesoura, por isso alerte-a sobre os
cuidados necessários para não se cortar. Os reflexos estão mais rápidos
e permitem à criança defender ou agarrar a bola com as duas mãos, sem
deixá-la escapar.
Brinque: chute a gol e queimada são duas brincadeiras
novas para o repertório do seu filho. Ele já diferencia direita e
esquerda, então aproveite para treinar essas noções.
A coordenação motora fina está melhorando. Assim, seu filho vai
aprender a segurar o lápis fazendo uma pinça como polegar, o indicadoreo
dedo médio. Uma boa dica para ajudá-lo nessa tarefa é pedir que ele
junte o dedo mindinho e o anelar e, na sequência, tente segurar um lápis
com os outros três dedos. De forma natural ele conseguirá empunhá-lo.
Brinque: que tal organizar passeios de bicicleta?
Nessa fase, seu filho não terá dificuldades em pedalar com rodinhas,
pois tem o equilíbrio, o senso de direção e a força exigidos pela
atividade. Depois de adquirir mais confiança, proponha eliminar as
rodinhas, primeiro uma, depois a outra. Não se esqueça dos equipamentos
de segurança!
Fonte: http://revistacrescer.globo.com