quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Pais e adolescentes – uma tensão saudável


Já criei meus filhos, vivenciando todas as fases pelas quais eles passaram. Confesso que sempre gostei de adolescentes. Quando jovem, trabalhava com adolescentes na igreja. Entendo que é a fase mais rica na vida de uma pessoa e de quem está por perto. No entanto, por ser rica não quer dizer que seja a mais fácil. A riqueza da fase está exatamente nas dificuldades encontradas.
Ser adolescente e ser pai/mãe de adolescente não é fácil. Como pais e como filhos, gostamos da época da infância, que é despreocupada, alegre, sem grandes responsabilidades, afetiva, etc. A criança natural e solta dá espaço para a criança interna dos pais e ambas vivem momentos muito especiais.
Quando a pré-adolescência se instala, as preocupações dos pais, em especial, começam a surgir. As mudanças naturais iniciam e muitos não conseguem entender e administrar as novas situações. Os filhos que, até então, desfrutavam de toda a liberdade de uma criança, começam a se sentir cobrados e as mudanças internas passam a incomodar.
O crescimento é algo desejado e temido, tanto pelos pais como pelos filhos. Há um medo inconsciente de ambos diante das mudanças que estão acontecendo. Ambos enfrentam um mundo desconhecido. Mesmo que os pais já tenham tido experiência com outros filhos, cada um é especial. Não há fórmulas fechadas que, aplicadas, dão certo para todos. O que podemos realizar com um, nem sempre poderemos com o outro, mesmo sendo frutos da “mesma barriga”. Essa é a beleza de Deus ao nos criar únicos. Parecidos, semelhantes, mas não exatamente iguais. Apenas únicos. Nada mais. Essa é a angústia de muitos pais. Por que deu certo com um e não dá certo com outro? Não há varinha mágica, é preciso sabedoria para lidar com cada um individualmente.
Numa conversa informal sobre este assunto, uma amiga se referiu ao livro Adolescência Normal – Um enfoque psicanalítico*. Nele, os autores levantam a tese de que, por mais normal que seja uma adolescência, ela terá seus momentos de tumulto. É uma fase transitória da infância para o mundo adulto. Para enfrentar essa fase, os autores apresentam as perdas que normalmente acontecem na adolescência.
Perdas são sempre indesejáveis. Não gostamos de perder. Somos feitos para ganhar. As discussões entre irmãos, desde pequenos, são para saber quem é que ganha. No entanto, a vida nos ensina que para ganhar, precisamos perder às vezes.
Os autores apresentam três perdas que sofrem os adolescentes ou, como chamam, lutos. Viver o luto por uma perda é necessário para que se estabeleça o equilíbrio emocional de qualquer ser humano. Querer negar a dor emocional é enganar-se a si mesmo. Quando Jesus se encontrou com Marta e Maria e esteve no túmulo de Lázaro, seu amigo morto, ele chorou. Estava respeitando o seu luto pela perda de um amigo. Não significa que se vai chorar o resto da vida. Curtir o luto é dar tempo às emoções, para que a ferida aberta cicatrize. Não existe tempo certo e pré-determinado. Cada pessoa reage de uma forma. Cada uma tem o seu tempo e devemos respeitar.
O primeiro luto, segundo os autores, é o da perda do corpo infantil. As meninas têm as transformações em seus corpos mais cedo do que os meninos. Antes podiam correr, sentar de qualquer jeito, rir alto, etc. Agora, começam as restrições. Meninos podem correr e sentar de qualquer maneira, mas a menina não. Afinal, é uma mocinha e precisa se “comportar”. Perde a liberdade de criança para entrar num mundo desconhecido de adulto com leis e regras próprias. Essa perda custa a ser trabalhada na cabeça do adolescente. Precisa de um tempo para se adaptar à nova ideia e aos novos comportamentos. Ao mesmo tempo em que quer crescer, quer continuar aproveitando as vantagens de ser criança. As transformações visíveis que acontecem no corpo são ao mesmo tempo desejadas e rejeitadas. Daí a tensão tão natural e o conflito interno.
O segundo luto é a perda da dependência e responsabilidade da independência. A dependência dos pais é confortável. Não se preocupar com contas, gastos, agendas e outras responsabilidades é muito bom. Porém onde fica a vontade de crescer? De ser adulto?
E como lidar com as cobranças de pais e professores que veem o adolescente pela altura do corpo e não pela maturidade emocional? Cobram-se responsabilidades que ainda não estão prontos para assumirem. Já reparou que numa festa de crianças, adolescente é considerado adulto e numa festa de adulto ele é criança? Não cabe nem em uma nem em outra fase. Daí a crise de muitos. Para chamar a atenção, ora se comportam como crianças, ora como adultos. Afinal, querem ser notados e aceitos. Deixar de ser criança dependente para se tornar adulto independente é um processo doído, mas necessário. É um luto que abre novos horizontes e permite à pessoa crescer.
O terceiro luto é a mudança no relacionamento com os pais. Na infância, eles representavam um abrigo, porém, agora a relação é conflituosa. Ao mesmo tempo em que os pais querem ver os filhos crescerem e tomarem seus rumos sentem que estão perdendo-os. Os pais também estão vivendo a dor da perda, enfrentado o seu próprio luto. Os pais não sabem como agir, por isso surgem as tensões, as discussões, as proibições, os conflitos. Tanto pais como filhos estão curtindo os seus lutos sem se darem conta disso.
Deixar o mundo infantil, que é conhecido e confortável, para entrar no mundo adulto, que é totalmente desconhecido, causa tensão. No entanto, essa transição é normal e pode ser perfeitamente saudável quando pais e filhos percebem as suas perdas. Conversar sobre elas é importante. A maturidade biológica deve ser acompanhada da maturidade efetiva e intelectual, possibilitando a entrada no mundo adulto.
Aceitar o processo de crescimento dos filhos é um desafio para os pais. Os pais têm dificuldade de entender o isolamento do adolescente e muitos se fecham em ressentimento e sentimento de culpa. Na realidade, o adolescente precisa dessa distância, porque é uma defesa diante da crise que está enfrentando de deixar de ser criança para se tornar adulto. Rejeitam o modelo dos pais, mas adotam de outros adultos. Lá na frente, resgatam o modelo rejeitado se tiveram uma boa base de valores morais e cristãos quando crianças. É só dar tempo ao tempo.
Não é fácil para os pais e também não é para os filhos. Normas claras, autoridade de vida, conversa e muito compromisso com Deus são alguns dos ingredientes necessários para tornar essa tensão saudável. Crescem os filhos adolescentes. Crescem os pais de adolescentes.


* ABERASTURY, A.; KNOBEL. M. Adolescência Normal: Um Enfoque Psicanalítico. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.

Nancy G. Dusilek
Educadora, RJ

Fonte: UFMBB
Arquivo Visão Missionária 2T07

terça-feira, 31 de julho de 2012

Adolescentes Viciados em Drogas e Álcool



  Leitura Bíblica em Hebreus 12.

"A adolescência é um belo período da vida. Alegria, criatividade e espontaneidade são características daqueles que estão vivendo a transição da infância para a juventude. É uma época muito intensa, quando precisam começar a tomar decisões que influenciarão os demais anos de vida. Além de experimentarem muitas mudanças físicas, é nessa fase que o caráter é consolidado. O adolescente, para que se torne um adulto bem-sucedido, precisa de uma vida espiritual agradável a Deus, além de desenvolver sua capacidade de se relacionar com a família, os amigos e a sociedade. É justamente neste período crucial que muitos iniciam uma triste caminhada ao lado do álcool e das drogas. Trata-se de uma artimanha diabólica para causar dores e destruir sonhos. Os vícios sufocam preciosas sementes que brotariam repletas de bençãos. Quantos sonhos são trocados por pesadelos? Quantos sorrisos transformam-se em lágrimas de tristeza? Quantas noites de sono reparador são desperdiçadas nas ruas sujas dos vícios? Quantos amigos verdadeiros deixados de lado por causa de falsos amigos, que não se interessam pelo bem-estar, mas desejam companheiros de desgraça? Nunca devemos nos esquecer de que, quando oramos, nossas súplicas são direcionadas ao Deus que tudo pode fazer. Nestes dias, quando milhares de crentes se unem em oração, Deus pode alcançar os adolescentes nas ruas e nas casas, sejam pobres que vivem nas calçadas, sejam ricos que moram em suntuosas moradias, mas escravizados e sem perspectivas. Por meio das orações, Deus faz o que não podemos realizar. A voz de Deus é mais veemente do que a voz da mãe que aconselha e do pai que ensina. Há muitos pais que já não tem mais o que dizer aos filhos, pois esses já não aceitam ouvir. Mas, em vez de continuarem falando com o filho sobre Deus, podem falar com Deus sobre o filho."
João Emílio Cutis Pereira - Pastor da 1ª IB Irajá - Rio de Janeiro (RJ)
JMM (junta de Missões Mundiais)

Seja Luz Você Também!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Peças Teatrais Rápidas e Quebra gelos



Outra sugestão da Sandra: 
 
"Qualquer pessoa pode ser uma estrela com essas 18 peças rápidas que reúnem aprendizado e muita diversão.

Inclui ainda 26 quebra-gelos."

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Peças Teatrais - sugestão literária


Sugestão da Sandra Mac. Estou muito curiosa pra conferir. Assim que o fizer postarei comentário aqui.
Vejam o que a Sandra escreveu sobre esta coleção:
 
"Esta coleção de 21 peças inéditas requer apenas duas a quatro pessoas para encenar, além de cenários e roupas simples.

Cada dramatização dura de 5 a 7 minutos é fácil se apresentar e transmite verdades e princípios bíblicos.

A cada volume, vários tópicos diferentes!

Invista nessa coleção!"
Compre aqui: http://www.escoladominical.net/loja/index.php?cPath=26

domingo, 15 de julho de 2012

Dia dos Pais - Desenhos e/ou visuais











Festa do Sapato




P.S. O Jogral "Feliz é o Homem" está em outra publicação, neste mesmo marcador (Dia dos Pais).

Gincanas e brincadeiras para o Dia dos Pais




Dia dos pais - sugestão de lembrancinha

















MISSÃO DOS PAIS



Quando Deus te dá um filho, outorga-te a solene missão de moldar a argila mole, que animou com o milagre de seu sopro divino.
Nos sete primeiros anos de vida, tens de dar-lhe forma; dos sete aos quatorze, polimento.
Durante toda a sua vida, tens de depositar em seu interior o líquido da sabedoria e da temperança.
Tens de ensinar-lhe a ser obediente, pontual, disciplinado, pois tais qualidades lhe serão exigidas a todo instante.
Tens de despertar-lhe o amor ao trabalho, às ciências e à leitura, para que ele, sabendo dar, seja útil.
Tens de ensinar-lhe a renunciar, a sofrer com resignação, a crer na justiça divina, a perder e, principalmente, a vencer, para que ele, sabendo receber, possa receber sempre.
Tens de ensinar-lhe o valor do amor, da lealdade, dos sentimentos nobres, para que ele possa conhecer uma vida feliz e significativa.
tens de despertar-lhe o interesse pelas coisas do céu, para que ele não seja esmagado pelas misérias da terra.
Tens de transmitir-lhe o significado da vida, para que ele não subordine a sua existência ao temor à morte.
Ele é a semente que plantarás. o teu cuidado com ele irá refletir em tua colheita.
Se lhe deres instantes, farás dele um conhecido. Se lhe deres tempo, farás dele um amigo. Se o quiseres comprar favores materiais, ele verá em ti uma fonte de ganhos fáceis.
Se o conquistares com amor, serás para ele um PAI


 Aquilo que o homem semear, isto também ceifará."
Gálatas 6:7

Decálogo de Pai



  

1  Constituirás tua família com amor, sustentando-a com o teu traba­lho e dirigindo-a com energia e bondade.
2  Serás prudente nos negócios, pródigo no ensinar, zeloso em manter a autoridade materna, ponderado ao decidir, mas irrevogável em tuas decisões.

Terás para com tua esposa permanente solidariedade moral. Nela buscarás, sem nunca desatender aos seus conselhos.

4  Destruirás todos os erros em teu lar e qualquer desordem que nele apareça.
5 Faze com que haja sempre saldo, tanto nos afetos como nos negócios.

6  Aja de tal maneira que teus filhos vejam em ti, quando crianças, força que ampara; quando adolescentes, inteligência que ensina; quando homens, o amigo que aconselha.
7  Jamais comentarás a loucura de por em conflito ou em luta o poder paterno com o materno.

Afasta teus filhos do caminho do vício, ensinando-Ihes a vencer
      com virilidade os males e as maldades da vida.

9  Estuda com atenção as aptidões de teu filho. Não lhe faças compre­ender que pode ser mais do que tu; coloca-o silenciosamente a cami­nho de sê-Io.

10  Vela para que ele seja tão robusto de corpo como são de inteligên­cia. Faze dele um "homem" antes de fazê-Io um "Sábio'''.

PROGRAMA PARA O DIA DOS PAIS



O PAI QUE CRESCE
(Sugestão enviada por Sidnéia da Silva Gonçalves e adaptada para o Site SAF)
Antes da reunião
Montar três quadros de flanelógrafo. Cortar em cartolina três faixas maiores e bem coloridas, em cada uma escrever: COMO HOMEM; COMO CRISTÃO; COMO PAI – são os três lances da escadaria. Em faixas menores escrever cada tópico a ser abordado – são os degraus de cada lance da grande escada. Atrás de cada faixa colar um pedaço de lixa (para aderir à flanela).

Introdução
Dramatizar uma cena de programa da TV com dois personagens: a apresentadora e uma adolescente.
Apresentadora - Vamos sortear o próximo contemplado a participar do programa “Realize todos os seus sonhos”. Aqui está! - (retira um cartão de uma sacola) - O nome da grande contemplada é MARIA DA SILVA!
Adolescente (saindo dentre os assistentes e apresentando-se à frente) – Sou eu!
Apresentadora – Maria da Silva, hoje vamos realizar o seu grande sonho. O que você quer? Uma belíssima casa? Ou prefere três carros importados? Ou um helicóptero? Ou 500 mil Reais em dinheiro? Qual a sua resposta?
Adolescente (pensa um pouco e responde) – Tudo isto é muito bom, mas... o meu sonho, o que eu mais quero é UM PAI!

Dirigente da Reunião (que pode ser a própria apresentadora)
Para os filhos o maior tesouro são os seus pais: o papai e a mamãe. Se uma dessas pessoas não está presente em sua vida, ou falha em seu relacionamento, certamente uma lacuna se formará e muitos problemas acontecerão como conseqüência desta falta. Certamente, é o que está acontecendo com a adolescente que acabaram de ouvir. Mas não basta ter o nome de PAI, é preciso saber SER PAI. E, assim como os pais querem ver seus filhos crescerem, os filhos também desejam que seus pais cresçam. Cresçam como? Cresçam assimilando e incorporando em sua vida os valores morais e espirituais que foram ensinados por Jesus em sua caminhada pela terra. Esta aprendizagem é um processo que se chama santificação, e que se inicia no momento em que entregamos nossa vida a Jesus. Podemos representar este processo por uma grande escada, com três lances. Enquanto vai subido a escada, cada qual aprende a perseverar, e a perseverança produz esperança, e na jornada da vida, cada degrau representa, cada dia de um viver mais santo.
Desenvolvimento
Enquanto a mensagem vai sendo transmitida, a dirigente irá formando no flanelógrafo a escada que cada pai deve subir - o 1º lance (como homem), degrau por degrau – depois o 2º lance (como cristão), degrau por degrau – e por fim, o 3º lance (como pai).
Dirigente - Analisemos como o pai deve crescer:
1. COMO HOMEM
O pai é cidadão de seu país, presente na sociedade, e por isso deve ser:
ESPERANÇOSO – 1Co 15.19 – É um pai que se preocupa com o bem estar da esposa e dos filhos. Providencia o sustento de sua casa, preocupa-se com a educação dos filhos e com a saúde de todos, para que os seus sejam cidadãos dignos e úteis à nação. Mas o pai não está preso somente a esta vida, a esta pátria terrena. No versículo citado, vemos que nossa esperança deve estar além desta vida. Quantas vezes, você papai, disse ao seu filho, esta semana, que Jesus vai voltar? Que temos um lar no porvir?
HONESTO – Rm 13.8 – A ninguém devemos ficar devendo nada. O homem honesto paga suas contas, não engana a ninguém, e sua honestidade tem início em sua fidelidade a Deus. Ele é fiel em obedecer à Palavra, é fiel nos dízimos e ofertas.
TEMPERADO – Pv 15.1– O pai tem que ter domínio próprio. Não pode ser briguento, nem responder com ira e aos berros. Sua palavra com os filhos e com os demais deve ser agradável e temperada.
ORDEIRO – 1Co 14.40 – Como cidadão responsável, o pai deve acatar as ordens do governo de seu país, obedecer às leis civis, ser promotor da paz e da justiça, reconhecer e respeitar os direitos do próximo.
SINCERO – Sl 101.2b – Um homem que fala a verdade, que tem prazer na verdade. Que não inventa mentirinha, porém o que sai de sua boca condiz com os seus atos.

2. COMO CRISTÃO
É um homem que faz parte de uma Igreja e diante do mundo não se envergonha do evangelho, porque sabe que é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. Esse pai é:
MISSIONÁRIO – Pratica e ensina a seus filhos o “ide” de Jesus. É um homem que prega as boas novas. Prega com sua vida, com seus atos. Você, pai cristão, tem falado a seus filhos sobre a salvação que Jesus dá? O exercício do pai missionário começa em casa.
MODIFICADO - 2Co 5.17 – Um homem novo, modificado pelo Espírito Santo de Deus, que anda em novidade de vida, cujas ações são santas, diferentes das ações do homem do mundo. Para que seus filhos também se tornem “Novas Criaturas”, o pai tem que testemunhar que Jesus Cristo mudou o seu viver.
OBEDIENTE – Hb 5.8 - O pai, como bom cristão, obedece à lei de Deus. Permanece firme diante das tribulações e tentações deste mundo, seguindo o exemplo de Jesus, que foi obediente até a morte e morte de cruz. E ensina a seus filhos que a verdadeira felicidade está em obedecemos aos preceitos encontrados na Bíblia.
IMACULADO – Mt 5.8 / Lc 6.45– O pai precisa demonstrar que tem um coração limpo. Nunca se envolver em sujeiras e escândalos. Suas palavras devem revelar sabedoria e santidade. Nunca usar termos vãos, que não edificam.

3. COMO PAI
Como age o pai cristão? Como ele deve proceder?
ÍNTIMO – Jo 15.5 – Mostrar ao filho que, mesmo sendo uma pessoa madura, como pai ele depende de Deus, que sem Deus nada faz. Fazer o seu culto doméstico, mostrando sua intimidade com Deus. E também se tornar íntimo do seu filho, a fim de que, nos momentos difíceis, ele não procure soluções fora, mas busque o conselho de seu pai.
AMIGO - 1Pe 3.8 – Em todo tempo o pai deve se mostrar amigo de seu filho.
Procurar compreendê-lo e ser seu companheiro. Juntos devem fazer as lições da escola, passear, jogar futebol, andar de bicicleta, nadar, ir ao cinema... Não é só pai, é mais que isto: é um grande amigo! Mas para ser amigo, é preciso estar presente.
DISCIPLINADOR – Ef 6.4 – Como um pai pode criar um filho na disciplina e na admoestação do Senhor? Primeiramente, estando presente. Há muitos que acham que esta tarefa é “coisa da esposa”. Há pais que nunca perguntaram: “Filho, como foi o seu dia, hoje?” No entanto, ambos, mãe e pai são responsáveis, diante de Deus, pela criação dos filhos. Em segundo lugar, há os que acham que não devem disciplinar, pois isto vai tornar os filhos adultos tímidos e medrosos. Não é o que diz a Bíblia. Basta conferir no livro de Provérbios: 13.24; 22.6; 23.13-14; 29.15.
AMOROSO – 1Jo 4.7 – Nas ações de um pai deve sempre existir amor. No olhar do pai, em sua amizade, até mesmo quando repreende, em tudo o filho deve sentir que seu pai faz por amor. A criança precisa saber que o amor é algo muito bom, pois assim, quando o pai lhe falar de Jesus, que é todo amor, ela entenderá e entregará a Jesus o seu coraçãozinho.
PACIENTE – 1 Ts 5.14 – Nas adversidades, diante dos problemas, pai, seja paciente. Seja paciente para entender seu filho e para ensiná-lo na Palavra de Deus. Se a recomendação bíblica é que sejamos longânimos com todos, tudo deve começar no lar. Quantos pais há que estão sempre em ponto de bala, sempre prontos a explodir? Seja um pai paciente.
CONCLUSÃO
Queridos pais, estes três lances da grande escada da vida que têm de subir, não são vividos separadamente, mas têm que estar entrelaçados em cada dia de seu viver. Que em cada dia de suas vidas vocês possam ser exemplo como homens, como cristãos e como pais.
Que Deus os abençoe dando sabedoria, força e muitas alegrias. Que vocês possam ouvir de seus filhos: “Esse é o melhor pai do mundo, O MEU PAI!”

2ª Parte
(Sugestão enviada pela SAF de Lagamar, MG)

Providencie caixas de vários tamanhos, uma deve caber dentro da outra, de forma que a maior contenha todas as outras. Dentro de cada caixa coloque um cartão contendo uma ordem e embrulhe cada uma como para presente.
Dirigente Vamos convidar, neste momento, alguns pais para estarem aqui à frente e serem homenageados, homenageando assim todos os pais presentes.
Dirigente - Convidamos o pai mais idoso
(Quando este vier à frente, entregue-lhe a caixa maior que contém as outras caixas e peça-lhe que abra o presente)
Ao abrir, encontrará um cartão e a segunda caixa. No cartão, que deve ser lido em voz alta, estará escrito:
“Queira nos desculpar, mas este presente é para o pai mais jovem.”
Dirigente - Convidamos o pai mais jovem (A dirigente abraça o pai mais jovem, entrega-lhe a segunda caixa e pede que abra)
Ao abrir, o pai encontrará outra caixa e o segundo cartão, onde lerá:
“Queira nos desculpar, mas este presente é para o pai que mais vezes leu a Bíblia.”
Dirigente - Dos pais aqui presentes, qual leu a Bíblia mais vezes? Venha aqui à frente.
(A dirigente parabeniza este pai, entrega-lhe a 3ª caixa e solicita que abra)
Ao abrir, encontra outra caixa e um cartão, onde lerá:
“Desculpe-nos, mas este presente é para o pai que tem mais filhos.”
E, assim por diante, crie outros motivos para homenagear os pais, como por exemplo, “o pai que mais cedo se levantou hoje”, etc. Cada pai participante da homenagem deve receber um presente simples (uma caneta, ou uma meia) e a última caixa deve conter as lembranças especialmente preparadas para aquele dia e o cartão: “Distribua estes presentes entre todos os pais”

(Débora – Grupo EBD)